Facebook e Instagram impedem compartilhamentos sobre compras multimilionárias da cofundadora do BLM

Após o New York Post apontar incoerência da co-fundadora do Black Lives Matter, Patrisse Cullors, no último dia 10 de abril, devido às compras multimilionárias de imóveis, o Facebook e o Instagram passaram a censurar o compartilhamento das publicações sobre Cullors, que se autodenomina “marxista treinada”.

Segundo NY Post, Cullors comprou “quatro casas de alto padrão por US$ 3,2 milhões” nos Estados Unidos desde 2016, além de ter planejado a compra de uma residência nas Bahamas, em um exclusivo resort. O jornal também descobriu que os apartamentos e moradias no resort custam de US$ 5 milhões a US$ 20 milhões.

Na última quinta-feira (16), usuários do Facebook notaram que não podiam compartilhar a publicação do NY Post. Ao tentar compartilhar, o usuário é impedido de fazê-lo: “Não foi possível compartilhar sua postagem porque este link vai contra nossos Padrões da Comunidade. Se você acha que isso não vai contra nossos Padrões da Comunidade, informe-nos.”

O Instagram também seguiu o mesmo exemplo e, atualmente, não permite que os usuários compartilhem o artigo.

Somente no mês passado, Cullers adquiriu uma casa de US$ 1,4 milhão, através de uma entidade corporativa sob seu controle, de acordo com Dirt.com.

O Twitter suspendeu o redator de esportes Jason Whitlock por compartilhar a história, junto com a publicação: “A fundadora do Black Lives Matter compra $ 1,4 milhão de casa em Topanga, que tem uma população negra de 1,4%. Ela está com seu povo!”, disse o jornalista.

Pouco tempo depois, o Twitter impediu Whitlock de acessar sua conta e disse que havia violado as regras da plataforma, devido à publicação de informações privadas. O Twitter mais tarde reverteu a decisão, alegando que foi um erro.

Com as transações da co-fundadora, um dos líderes do movimento pediu para se iniciar uma investigação independente sobre as finanças do BLM Global Network.

Na terça-feira, o BLM Global Network, da qual Cullers é a Diretora Executiva, emitiu um comunicado dizendo que não havia pago pela casa dela. Disseram ainda que Cullors recebeu um total de US$ 120 mil desde que a organização foi fundada em 2013, “por deveres, como servir como porta-voz e se envolver em trabalho de educação política”, e não recebeu qualquer compensação depois de 2019.